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PJ20 em São Paulo

S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L o segundo show do Pearl Jam em São Paulo ontem a noite... Depois de quatro horas de trânsito, perdemos as duas primeiras músicas, Go e Do the Evolution, que escutamos da rua ainda... Entramos em Severed Hand e foi o melhor show da minha pobre vida... Eu achava, até então, que seria muito difícil algum show ser melhor do que Mars Volta, Queens of the stone Age e Fugazi, mas Eddie Vedder - o deus Eddie Vedder - Stone Gossard, Mike McCready, Jeff Ament e até Matt Cameron, esforçadíssimos e tocando o fino do grunge de Seattle, mostraram por que são a minha banda mais que favorita de todos os tempos (sorry The Who)... CATARSE TOTAL!!!!

Hail Hail e Got Some fizeram a galera continuar pulando e prepararam o terreno para "the longst song in the Pearl Jam history" Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town", confesso que quase chorei... Mas não consegui controlar o choro em Given to Fly... música que me lembra da amiga Lorena Castellan (saudades, Lolly)... foi só o primeiro choro da noite... e a voz já se despedia de minha garganta machucada ainda pelo vento de Buenos Aires...

Veio Gonna See my Friend, Wishlist, Amongst the Waves e um dos pontos altos da noite, Setting Forth, da mais bela trilha sonoro já ouvida pelo cinema, into the wild... Adriana Manzano, que foi acompanhar eu eTharcila Tecchio, se empolgou e cantou também... e olha que ela não é fã... Mas em se tratando do mestre Eddie todos se curvam hora ou outra....

Veio Not for You, do vigoroso álbum Vitalogy, e um dos hinos do Grunge, Even Flow... mais uma lágrima no refrão... seguiram-se Unthought Known, The Fixer e mais um hino, Once... o público já havia, a essa altura, entrado em estado de graça... vem Black, e já nos primeiros acordes, começa a choradeira geral no estádio do Morumbi... olho para o lado e vejo dezenas de pessoas chorando... minha irmã e eu não somos exceções... Adriana Manzano fica impressionada com esse público tão fiel e chorão... termina a primeira parte.

Os cinco, acompanhados pelo tecladista Gaspar, retornam para o primeiro bis... Just Breathe , Inside Job e State Of Love And Trust levantam o público de novo, ainda tomado pela emoção por ver a melhor apresentação da turnê PJ20 até agora... sem exagero, é o que a mídia tem dito... Os 68 mil presentes enoluquecem com Olé, último single da banda, lançado recentemente... e aí a coisa muda de figura... de um super show, tudo se transforma e se torna uma das coisas mais belas que vi na vida... Why Go e a minha preferida Jeremy colocam os nervos e corações de todos em ponto de bala... claaaaro que chorei de novo em Jeremy... um nó fodido na garganta me acompanhou durante o resto da noite... Eu poderia morrer depois daquilo... mas calma, ainda tinha o segundo bis...

A banda volta para o segundo bis com Last Kiss (um cover de Wayne Cochran, simpático, mas bem bobinho), que levanta todo mundo novamente... e emenda uma sequência matadora, poucas vezes vistas em palcos brasileiros... Better Man, que emocionou todos em volta, Spin The Black Circle, o hino grunge Alive (minha aposta para terminar o show)... quando tudo parecia terminar, eis que a banda nos surpreende e emenda duas músicas provavelmente não previstas, Baba O'Riley (outra das minhas preferidas da vida toda, um cover único do The Who) e fecha com Yellow Ledbetter, já com as luzes acesas, para delírio meu e dos mais de 68 mil presentes naquela noite de vento cortando no estádio cor-de-rosa do Morumbi... Valeu demais Eddie, Stone, Jeff, Mark, Matt e Gaspar... sou muito, mas muito mais fã de vocês agora... semana que vem tem Alice in Chains, fagulha grunge que ainda resiste nesse mar de bobagens que é o roquenrou hoje em dia... nos vemos em Paulínea, no SWU!!!

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Anticristo

Foram necessários dois longos anos para que eu conseguisse ter estômago para assistir a Anticristo, talve o mais visceral dos filmes de Lars Von Trier.

Preciso confessar, eu não gosto desse diretor... Dogville é bom, mas superestimado. E esse Anticristo aqui... Bem, talvez seja o título mais complicado de se resenhar em toda a história do cinema. Sem exageros. Esse filme é único, em todos os sentidos... Único na forma de se apresentar, na forma como toca a platéria, na forma como seus atores se entregam, na forma como apresenta o anticristo: o anticristo somos nós mesmos.

Na tentativa de se livrar do fantasma da trágica morte do filho, o casal sem nome, interpretado com uma entrega eloquente por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, se refugia do mundo em um lugar ermo chamado apenas de Eden. Um Eden pra lá de estranho e anacrônico. Por um momento é como se estivéssemos de novo na ilha de Lost: bichos que falam, movimentos estranhos, câmeras subjetivas, inquietação. E isso tudo só torna a experiência ainda mais lisérgica.

Enteder o que é real e por que os personagens são levados a fazer o que fazem é o grande Q da questão, quando a experiência Vin Trier acaba. É realmente preciso ver o filme para começar a entender o que Moebius semprese perguntou: o homem é mal?
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Um pouco sobre os Novos Mutantes



Omnia mutantur

Estamos nos anos 80. Marvel e DC se digladiam em busca dos primeiros lugares no ranking das revistas mais vendidas. O último sopro criativo nas histórias em quadrinhos produz sucessos como Superman e Novos Titãs (que sofrem os efeitos da Crise, nas mãos de John Byrne e da dupla Wolvman-Perez, na segunda metade da década).

Do lado da Marvel, a necessidade crescente por lançar séries derivadas de seu maior sucesso, os X-Men. Eis que o excelente Chris Claremont e o competente Bob McLeod criam um novo supergrupo, igual no formato, mas diferente do que os leitores estavam acostumados a ler na época. O propósito inicial desses mutantes mais novos, aliás, bem mais novos que Wolverine, Ciclope, Tempestade e companhia, era serem treinados para o melhor uso de seus poderes. Na história de estréia do grupo (em Graphic Novel #04), o Professor Charles Xavier, mentor dos X-Men, une forças com cinco jovens contra os alienígenas da Ninhada: a vietnamita Xi'an Coy Manh (Karma), a escocesa Rahne Sinclair (Lupina, uma versão feminina e sensível do Wolverine e filha adotiva de Moira MacTaggert), a indígena Danielle Moonstar (Miragem), Roberto da Costa (um brasileiro, alter ego do superforte Mancha Solar) e o único “americano” do grupo, Sam Guthrie (Míssil, um líder nato e advindo de uma família de mutantes, como veríamos anos depois, em histórias mais recentes escritas pelo próprio Claremont, que voltaria aos roteiros mutantes depois de quase quinze anos de ausência).

McLeod não ficou muito tempo no título e logo passou a tarefa para Sal Buscema e Bill Sienkiewicz, mestres que dispensam qualquer comentário.


Mais tarde, ao heróis-mirins se uniram a nova-romana Magma (Nova Roma ficava na selva amazônica, portanto a segunda brasileira do grupo); Cifra, um rapaz americano capaz de entender qualquer linguagem; o fugitivo espacial Warlock (que se tornaria grande amigo de Doug); Illyana Rasputin, irmã do x-man soviético Colossus e rainha do Inferno; além do mexicano Rictor, uma versão mais explosiva e adolescente de outro mutante, Avalanche.

As histórias dos Novos Mutantes eram recheadas de conflitos entre seus membros, decisões difíceis e, claro, situações de aventuras, comédia e muito dinamismo, já característicos em qualquer história voltada para um público pré-adolescente. O mais interessante é que esses mutantes se tornaram, com o passar do tempo, uma família como suas contrapartes adultas. E agindo como tal, apesar das brigas, todos eram unidos e dependiam uns dos outros, tanto em campo como na vida.

Esses mutantes ainda mal tinham entrado na puberdade quando se viram obrigados a usar seus poderes para defender o mundo quando os X-Men são dados como mortos. Mas Claremont saiu do título após poucos anos e deu lugar a Louise Simonson, que não deixou o nível das histórias cair. O pincel ficou com Bret Blevins, excelente como sempre.

Essa fase do grupo teve histórias excelentes como quando Xavier decide deixar o convívio dos mutantes, mas antes de partir nomeia para tomar seu lugar como diretor da Escola Xavier seu mais ferrenho inimigo, Erik Magnus Lensher, o mestre do magnetismo e algoz da humanidade, Magneto.

Ainda nessa fase, um brilhante arco de histórias foi aquele em que fomos apresentados ao menino-pássaro, fase que antecedeu a saga Inferno e terminou com a morte do mais frágil novo mutante, Doug Ramsey, o Cifra. A imensa tristeza que se abateu sobre praticamente todos os membros do grupo comoveu muitos dos leitores na época. Rahne e Warlock foram os mais afetados, ela por ter uma quedinha pelo amigo e o alienígena por ser um dos poucos que o compreendia. O clima das histórias fica ainda mais sombrio. A culpa que recai sobre Magneto o torna tão humano que fica difícil imaginá-lo como o monstro que era no passado. O clima pesado das histórias tornou essa fase talvez a melhor de uma revista mutante em todos os tempos. Ao menos na opinião desse escriba.

Essa não seria a primeira vez que um mutante tomba em combate, mas o fato de Cifra ter não mais que 14 ou 15 anos tornou a história um marco para a comunidade de leitores mutantes.

Um fato interessante é que houve uma época em que Kitty Pryde, a mais nova dos X-Men também fez parte dos Novos Mutantes. Ela foi rebaixada pelo Professor Xavier por ser intempestiva… a ironia é que Xavier queria protegê-la dos perigos das missões dos mutantes, mas quem acabou por falecer foi Cifra.

Foram tempos difíceis para os Novos Mutantes. Magma e Xi´an vão embora, Rahne fica cada vez mais agressiva e Magia perde o controle de seus poderes, chegando a perdê-los posteriormente, quando reverte à forma infantil.

Grandes inimigos foram combatidos pelos Novos Mutantes, como Sym - nêmese de Magia e postulante eterno ao governo do Inferno. Não foram poucas as vezes em que os pequenos aventureiros se depararam com cientistas malucos e até mesmo outros jovens mutantes: os protegidos de Emma Frost e do Clube do Inferno, os Satânicos.

Alguns outros jovens heróis se juntam ao grupo ao longo do tempo, como Rusty Collins e Skids Blevins, que são depois “adotados” pelo X-Factor, outro grupo saído das histórias dos X-Men e que unia novamente os cinco alunos originais do Professor Xavier. A problemática – e mini mirim da Cindy Lauper - Tabitha Smith, a Dinamite, também passa a viver com o grupo.

Mais uma grande fase pode ser conferida pelos leitores, sendo um resgate das aventuras mais alucinantes dos Novos Mutantes, com os pequenos passando um tempo em Asgard - lar de Thor -, local em que Rahne encontra um príncipe-lobo e Miragem se torna uma Valquíria, deixando o grupo.


Mas, alguns anos mais tarde o sopro criativo que existia na revista se esvai.
Surge Cable. Odiado por muitos, amado por tão poucos. A direção das histórias dos Novos Mutantes fica tão perdida que quase todos os membros deixam o grupo. Interessante é que Cable é o filho perdido de Scott Summers, o Ciclope, e Maddy, sua primeira esposa. Christopher Nathan Summers viveu aventuras no futuro e voltou ao nosso presente como um dos lideres mais amargurados e belicosos que os quadrinhos já presenciaram. Eu, particularmente, gosto do personagem quando bem explorado em sua amargura e visto como um pária.
A entrada de Rob Liefeld e Fabian Nicieza nos argumentos coloca um ponto final na até então interessante história dos Novos Mutantes.

Eles se tornam a X-Force e apenas Míssil, Rictor e Dinamite permanecem junto ao grupo, ao lado de novos personagens como Feral (uma cópia barata, bem barata, bem barata meeeeesmo de Lupina), Shatterstar (misterioso campeão do mundo dos sem-espinha de Mojo e que, por muito tempo, acreditou-se que fosse filho de Longshot), Dominó (amante de Cable e, posteriormente, de Wolverine. Ah, sim, ela tem um poder que fica entre o da Feiticeira Escarlate e o de Longshot) e Apache (irmão do Pássaro Trovejante, ex-membro dos Satânicos e mutante com o pacote básico super força, resistência e velocidade). Não vale a pena entrar muito na história desse grupo, que sempre teve histórias fracas e descartáveis.

Mais recentemente, a Marvel relançou os Novos Mutantes (com Nunzio DeFilippis e Christina Weir) com novos alunos, e com os antigos membros agora como seus professores. As tramas, apesar de interessantes em alguns momentos, são voltadas para adolescentes, com traços mais estilizados e próximos dos mangás japoneses e não cativaram, ao menos no início, tanto os leitores como à época de Claremont. Uma pena, pois eram histórias inteligentes e sem medo de mostrar ao leitor o que ele queria ver: que no processo em que se tornam adultos, as crianças também têm sentimentos e podem, sim, assumir grandes responsabilidades sobre suas vidas. Destaque para a venezuelana Ventania, a disputada Feromona, o galante Elixir, o explosivo Satânico, a elétrica japonesa Faísca, a feroz X-23 e o misterioso Decompositor.


A maré do titulo mudou quando a maioria dos mutantes perdeu seus poderes no Dia M, evento em que uma das mutantes mais poderosas do planeta, a Feiticeira Escarlate, filha de Magneto, perde o controle e resolve acabar com o universo mutante. Depois disso, muitos deles (agora sem poderes) deixam a Escola X - como Ventania -, e outros são assassinados - como Ícaro e Feromona - pelos homens de William Stryker; outros, como Pique (Brian Cruz) e Quill, são mortos na explosão de um ônibus que levava os ex-mutantes embora da Escola, novamente, por agentes do odioso Stryker.


Ao final dessa nova saga dos mutantes jovens, alguns deles são postos à prova e são incorporados às fileiras dos X-Men.
Uma nova revista foi lançada em 2008, chamada Jovens X-Men, nos mesmos moldes, que trouxe os conflitos dessa nova geração de mutantes frente ao mundo que os teme e os odeia, mas dessa vez com desafios internos. Fizeram parte dessa formação o marrento Pedreira, a afegã Pó, o não-mutante Tatuado, Graymalkin (antepassado do Professor Xavier), Lobinho, Anole e uma nova Cifra. Seus tutores eram Mancha Solar e Moonstar. Embora interessante, essa série durou pouco e terminou com a morte de Lobinho pelas mãos de Donald Pierce, Tatuado sendo jogado em estado catatônico e a revelação de que, no futuro, Pó será a destruidora da raça mutante. Alguns dos heróis jamais foram vistos novamente, embora se saiba que todos os mutantes vivos estão reunidos hoje em torno da Nação X.
Muitos desses persoangens chegaram a fazer parte dos X-Men em missões específicas ou equipes fixas, posteriormente. É o caso de Armadura, em Astonishing; X-23 e Elixir, na X-Force; e Fada, junto ao time principal.













Destaque ainda para a teletransportadora Ariel (falecida recentemente em Second Coming), a fluída Mercury, o transtornado Indra, o enigmático Loa, as gêmeas Cuckoos, o abrutalhado Onyxx, o contido Nezhno, o estranho Ernst, a invisível Não-Garota, além de Match, Trance, Olhos Vendados e Bling, todos coadjuvantes assíduos das missões X. (Posteriormente Quentin Quire será alvo de um artigo próprio)

Em 2009 uma nova série de Novos Mutantes trouxe de volta os personagens clássicos: Míssil, Miragem (mesmo sem poderes), Magma, Mancha Solar, os redividos Cifra e Warlock, Magia e Legião, o filho de Charles Xavier.

Sabe-se que Lupina ficou grávida de seu príncipe-lobo asgardiano e dificilmente deve voltar a vestir um uniforme mutante, que Rictor e Shatterstar estão com o X-Factor e que Dinamite participa ocasionalmente de algumas missões. Rusty faleceu há algum tempo e Skids anda sumida.
Depois dos eventos de Complexo de Messias e do surgimento da mutante Hope, literalmente a esperança mutante, uma nova geração de mutantes surgiu e deve ganhar uma revista, inclusive, mas isso é assunto para a próxima coluna.


Fernando Tecchio costuma dizer que é jornalista por formação e atendimento publicitário por vocação. Também gosta de dizer que é Kimota Jones, o Arqueólogo do Desconhecido, assim como sósia de Han Solo, e por isso se utiliza desse nick nas comunidades da web em que participa. Nós realmente duvidamos que ele seja tão fodão como Han.

 

 

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A Estrada

Cormac McCarthy. Esse é um nome ao qual não dei muita atenção até assisitir "Onde Os Fracos Não Têm Vez", dos ácidos irmãos Cohen. Confesso que o filme é um pouco arrastado pra quem não é da Geração Y ou cresceu assistindo MTV e postando em 140 caracteres. Mas o pessoal mais old school como eu (sim, meus amigos acham que eu sou velho, apesar das somente quase 30 primaveras) vão gostar dessa pérola moderna. E mais ainda gostarão de A Estrada. Talvez a maior obra de McCarthy.

Confesso que ainda estou lendo o livro,  mas estamos aqui pra falar de cinema hoje. E que filme sensacional. Um western sem cowboys, um filme pós-apocalíptico sem vilões, sem mocinhos ou bandidos, sem a mocinha pra ser salva, sem a inocência para ser perdida.

Ninguém é muito bom ou muito ruim. Só estão tentando sobreviver a uma hecatombe que dizimou a humanidade. E Viggo Mortensen, um dos mais brilhantes, sutis e expressivos atores do cinema, dá um baile. Para interpretar um desesperado pai que tenta manter o filho vivo depois do abandono da esposa numa Terra Desolada, ele deu tudo de si. E a exemplo do que vimos na Trilogia do Anel, em Marcas da Violência e, principalmente, em Senhores do Crime, o ator americano se entrega totalmente ao papel. E, mesmo com a interpretação visceral de Kodi Smit-McPhee (um achado), que faz o filho, é Viggo quem nos faz vermos a nós mesmos ali na tela. Não como sobreviventes de um apocalipse, mas como seres humanos críveis e tortos.

Um programaço pro meio de semana, pois o tom pesado, a crítica e, principalmente, a franqueza com que o diretor australiano John Hillcoat nos compele a contemplar o futuro, com certeza estragariam o final de semana de qualquer um.

Ah, sim! A película ainda traz Charlize Theron, Robert Duvall e Guy Pearce, em pontas significativas.

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Ilha do Medo


O título do filme em português meio que entrega um pouco do suspense que Scorcese nos preparou. Um filme menor, desse que é um dos grandes gênios do cinema moderno, Ilha do Medo arrasta-nos diretamente para o pesadelo que é a vida do protagonista, vivido por Leonardo DiCaprio (talvez o maior ator de sua geração e cada vez mais perfeito em cada um dos papéis que executa).
Chamar essa película de filme menor não é demérito algum, visto que o diretor tem grandes pérolas na sua filmografia (vamos esquecer "Gangues de Nova York" que tudo ficará bem).
Falar muito sobre o filme é entregar um pouco da surpresa... sim, claro, como todo filme moderno ele vem cheio de ups and downs.
Vale a espiada, pra assistir com a namorada à noite, de preferência...
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O Mensageiro



Não, não é o filme com o Kevin Costner... Aliás, qualquer comparação com qualquer filme do Costner é sacanagem pra essa verdadeira joia moderna do cinema.
Ben Foster (um injustiçado eterno coadjuvante) e Woody Harrelson (soberbo como sempre) estão absolutos nesse que foi considerado o melhor retrato da Guerra do Iraque. Esqueçam aquela bobagem que foi "Guerra ao Terror" (sim, eu achei uma bobagem). O Mensageiro sangra os pulmões da América moderna nessa ácida crítica à condição humana.
O diretor Oren Moverman, praticamente um desconhecido, se mostra muito sensível às angústias e dores dos militares, viúvos e viúvas da guerra, consequentemente, nos fazendo olhar com outros olhos e entender a real situação dos jovens que estão no campo de batalha no Iraque.
A exemplo do estupendo "Jarhead", transforma duas horas de exibição em uma complexa experiência sobre como tratar as pessoas, como se importar com todos e, acima de tudo, como nem todo americado é um Homer Simpson.

Pra assistir sozinho, sem medo de chorar.
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Um Homem Sério



A nova comédia (se é que dá pra chamar esse filme de comédia) dos impagáveis irmãos Cohen, não só é a mais sarcástica como a que dá mais desespero...
É impossível não ficar revoltado e impassível ao ver o protagonista Larry (o arrasador Michael Stuhlbarg) se ferrar das maneiras mais improváveis com seus filhos, amigos, chefe, alunos e esposa. É garantia de muito humor negro e uma liçãozinha que, dependendo do quanto você se identifica com esse Jó moderno, pode se tornar uma baita lição!
Pra assistir no domingo...